A Cliente Resistente ao processo de Hipnose, como resolver

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Tive uma cliente nova a poucos dias atrás, que ao preencher a ficha chegou na recepção e falou para alguém da minha equipe que já tinha passado por por vários terapeutas e que inclusive mais de um deles teria dito que ela era impossível de ser hipnotizada, e que estava ali para a consulta pois uma amiga falou que eu uso outras técnicas sem ser a hipnose, e ela tinha certeza que eu não podia hipnotiza-la.

Meu pessoal antes do cliente entrar me passa algumas impressões que eles tem do cliente, mesmo que seja alucinação a maioria das coisas que falam, eu ouço e filtro o que penso ser importante, e geralmente os comentários só vem dos clientes mais resistentes.

Segue então o Atendimento onde vou chama-la de Janete!

Sala de Atendimento
Sala de Atendimento
– Olá Janete bem vinda! – Mauricio Ruiz disse apontando para ela entrar na sala de mão aberta para o ar apontando na direção entre as duas poltronas de minha sala, segurando a suavemente pelo punho e puxando a gentilmente para dentro da sala com as pernas bloqueando parcialmente sua entrada, fazendo ela se desviar de mim e escolher uma cadeira.

– É nesta cadeira que eu sento? – Janete (já quase sentando na minha cadeira).

– Só se você for me hipnotizar hoje, pois esta cadeira é do hipnólogo, do cliente é a outra! – Mauricio Ruiz

Ela então senta se na cadeira com a bolsa no colo, pernas juntas e as duas mãos na cadeira.

– Pode colocar sua bolsa suavemente no puff verde ao seu lado enquanto você relaxa mais o seu corpo pois esta poltrona é daquelas tão confortáveis que até deitam para trás, e a gente fica em uma posição que quase dorme automaticamente. – Mauricio Ruiz.

(Ela então larga a bolsa e se senta mais tranquila na poltrona, e toma uma respiração profunda.)

– Janete, neste primeiro atendimento geralmente eu não chego hipnotizando os clientes logo de cara, eu primeiro converso um pouquinho com eles, para sentir como eles estão. – Mauricio Ruiz

– Você já foi hipnotizada antes, ou esta será a primeira vez que acontece isso? (Mauricio Ruiz)

– Sabe Mauricio, eu nunca fui hipnotizada antes por isso estou aqui, mais de um terapeuta me falou que não posso ser hipnotizada, eu até queria, mas não sou “hipnotizavel”, pois eles falam que sou muito controladora. – Janete.

– Que bom que descobriu isso tão fácil, e entendo porque está aqui, porque sabe que não sou terapeuta, você sabe que sou hipnólogo não é… e sabe o que os hipnólogos fazem… não é! – Mauricio Ruiz.

– Eu ficaria tentado a querer te hipnotizar rapidamente e tradicionalmente, mas sei que isso desta vez não vai funcionar com você, pois não tem como fazer isso sem você permitir, e talvez você já tenha descoberto isso no passado… Então agora vamos lá para o que você veio buscar aqui! – Mauricio Ruiz.

– Se houvesse a possibilidade de eu te hipnotizar já nesta seção o que você gostaria que mudasse com esta permissão? – Mauricio Ruiz

– Eu gostaria de sair daqui menos ansiosa! – Janete

– Então vamos fazer uma coisa que seu inconsciente vai gostar!

– Eu não vou tentar te hipnotizar agora, pois você ainda não sabe como é isso, mas você tem duas escolhas enquanto eu vou medir os seus batimentos cardíacos com esse aparelho por alguns minutos…. – Mauricio Ruiz

Enquanto coloco o aparelho no dedo de Janete, ela deita para traz e reclina a poltrona, acompanhando meu gesto, com sinalizando para deitar, enquanto empurro a poltrona para reclinar.

– Primeiramente você pode respirar tranquilamente pela barriga, suavemente sem fazer barulho, mais devagar que quando esta acordada, de olhos fechados ou abertos; como ficar melhor nesta posição de relaxamento… – Mauricio Ruiz

– Segundo para que a máquina não registre batimentos tão altos e descompassados do seu coração, tem um truque: Você pode fingir que está hipnotizada, relaxando todo o corpo da cabeça aos pés, e então você pode controlar a medição da maquina enquanto eu faço meu trabalho de te deixar mais tranquila.

E você pode enquanto isso fiscalizar pelo barulho de olhos fechados é até mais fácil…. – Mauricio Ruiz. (enquanto mostro a diferença do barulho)

– Fique controlando por no máximo um minuto, depois você relaxa naturalmente, e profundamente, que eu vou ver se a máquina pode detectar que você não está hipnotizada, e nós já sabemos que você controla muito bem essas coisas, e não precisa também tentar me controlar! – Mauricio Ruiz

Mesmo que tente resistir não vai conseguir, porque eu não pretendo te hipnotizar, pois isso é uma coisa que nenhuma outra pessoa conseguiria a não ser que você permita, então você vai fazer isso Agora! por que é insignificante ficar tentando uma coisa dessa só para resistir o que é inevitável, não vai ter diferença Ok? – Mauricio Ruiz

Ela então fecha os olhos respira bem profundo ouvindo o barulho da máquina e um minuto depois ela está tão profundamente hipnotizada, quanto sempre quis!

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